Sejam Bem vindos (as)

" O poder das palavras é ainda maior quando estas são ocultas.seu momento de serenidade é um momento de mudanças .sua revelação não é uma obra terminada .é apenas a construçaõ."

Ivy Lioncourt
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Livros de Ingrid

CAPT II(..)Os ventos soletravam, algumas palavras perdidas no som das gotas de chuva cada, gota que tocava o chão resvalava antes nas petalas das poucas flores que resistiram ao inverno rigoroso, conservando suas cores que empalideceram junto as luas. Em uma grande janela de madeira robusta e lustrosa, pequeninos olhos castanhos como as avelãs, procuram perdidos um infinito desejado , imensuravel, seus finos e delicados dedozinhos percorrem as astes da murada, como se os toques amaciassem a cada deslize das pequenas mãos, a pequena acalmava a fúria de seus desejos.Quero ser livre... livre, balbuciavam os pequenos lábios lividos como um botão de rosa fresca, quero ser livre era a melodia em seu tom perfeito repetido em tonações tranquilas e efemeras. Os ventos respondiam com fúria levantando seus longos cachos negros , que tementes acariciavam-lhe a face. Do lado de fora do jardim silencioso ante a cerca de flores secas, estava eu sentando febril e embriagado, rugindo contra as dores em meu peito, fazia frio e as luzes fortes da alta torre, esvaziava-se para fora das janelas deixando-me inebriado, quando ajoelhei-me ante a cerca e toquei as ultimas flores secas, eu a vi. Uma silhueta esguia e suntuosa caminhando de um lado para o outro como se nada tocasse e seu corpo fluisse a cada movimento, deitei-me no chão e gargalhei, estava alucinado eu era um louco sonhador, e via as virgens de meus delirios a  caminhar em torres iluminados quando estas haviam saciado-se em meus goles, seria ela uma aparição ou mais uma virgem prisioneira das garrafas que eu tinha a mão, Caminhei tortuasamente para longe, em breve silencio até meus labios resmungarem...-virgem tú es bela como a aurora dos meus desejos infantis, Deus sou eu um infame?
    Sou um ilusionista, um libertino amante das artes de um colo quente de mulher, do ardor de uma bebida do, furor de uma tragada, homem dos boulevares das noites escuras e coliradas pelos adornos e pedrarias da corte, e o perfume dos seus corpos de mulher; Virgem ainda que tu fosses real, eu te faria pura magia onde a beleza é conservada no seio da memória (...)

TRECHO DO LIVRO DE INGRID VIVIANNE LIONCOURT- O ILUSIONISTA- (livro dois da série... O último réquiem)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Alma em Facetos


 Alma em Facetos

Pregoam-me espinhos tão finos e dolorosos
Defeitos desfeitos, cobertos por nevoa amores e desejos
Arrancam-me as pétalas , sucumbem-me o perfume das lembranças
Perdoa-me , destino sonhos devaneios. Pois em vossas mãos eu receio.

De meus olhos os mortais algozes. Partem para longínqua estrada
Minha face , na mortalha noturna geme delirando as silabas
Qual  pressa e dificuldade. Os meus lábios balbuciam

Perco-me ,perco-me em ti. A razão e a vida
Fenecem-me  como neve fria e pálida.
O coração do poeta é grave. É sua alma é branda

Sem que a ultima verdade encontre-me
Busco vosso descanso, que outrora foste teu álveo jazido
Eu que outrora chore. Vós que agora viva.
Pois o que o homem vês agora. O coração sucinta


Ivy Lioncourt

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sinopse do Livro " A Bailarina : No ultimo requiem o palco torna-se o precipicio"

A BAILARINA

 Existe um sentimento, que a minha dança não conseguio, expressar meu corpo em meios as curvas  desenhando os sentidos estilhaçando as mascaras em um destino sutil, não puderam resgatar-me do peso conciente das lembranças de uma pagina , negada nunca lida nunca folheada. Linhas sobrepunham-se em minha mente com coreografias agressivas insinuantes. a melodia silenciosa contava-me muitas histórias. Levando-me a elegantes devaneios- devo chama-los sonhos? ou devo chama-lo medo? Um sucessão de palavras não ditas expressões sem som lábios vazios , que apenas tocaram as paginas de um livro cheio; de desejos beijos e versos abandonados. Ao lado desta cabiceira simples espalham-se discos, recortes de jornal uma vida que fez fama.e esqueceu-se de tornar-se real.
   Em uma noite, onde os numeros e o tempo não se conhecem. O lugar parece ainda mais inóspito . Minha velha casa nas colinas Irlandesas , Bela e imensa durante as manhãs cobertas pelo sol acolhedor.  Profundas e esquecidas quando banhadas, pela lua que surgi tímida como quem tem medo de sua própia luz, sua própia natureza e verdade. Estive a manhã toda sobre uma escrivaninha velha que fora, Resgatada por mim em uma viagem a Escócia madeira de Angelim robusto e lustrado. puxadores de bronze e duas pequeninas gavetas cujos os fundos escondiam mais que velhas cartas esquecidas. Minhas mãos contornavam as formas do papel amassado  amarelado pelo tempo. onde frenteicamente meus olhos percorriam o soneto. éis ai a verdade, a simplicidade e a complexidade que só mesmo um poeta concebe.

Soneto XVII - William Shakespeare

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver. 

  Tem o poeta sua intimidade sua vaidade perante a dor, A épica dor que nos consome habilmente não deixando como rastro nada mais do que sementes que viraão a florescer como consequencias de um eterno Ser ou não Ser. Se a dor apenas fosse benigna e não necessária ensinaria -nos as lições primarias mostraria ao homem a lucidez das regras e a ausencia da excessão, mostraria ao homem os mistérios do coração. Onde os olhos fecham-se como papéis dobrados escritos em amargura, escondido na caixinha de segredos embaixo de seus pés onde é seguro estar controlado aprissionado porém nunca compreendido.Ora se a dor benigna fosse, e ao inves de açoites rendesse-nos suspiros ao comtemplar  a clareza e suas verdades. Não é bobagem afirmar que Poetas seriam Profetas. Crainças seriam divindades, Homens e mulheres seriam triste, pos o preço da verdade vem incluso é escuro!O coração não se satisfaz. Mas se a dor fosse como a delicia da perfeição então Poetas seriam Poetas, Crianças seriam Crianças . E homens e mulheres dançariam ao som da fantasia. cubrindo-se de desejos e outrora de verdades e mentiras. Éis ai no decorrer das páginas a breve historia minha.


" Capitulo I do Livro A BAILARINA " NO ULTIMO REQUIEM O PALCO TORNA-SE O PRECIPICIO." 2011 Ivy Lioncourt. Todos os direitos Reservados